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Estudante de Jornalismo.Fortaleza-CE

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

BNB Banco do Nordeste do Brasil


Histórico do Banco do Nordeste

O Banco do Nordeste do Brasil foi criado na década de 50, no ano de 1952. Horácio Láfer , o Ministro da Fazenda da época, havia feito uma viagem pelo Nordeste onde constatou grandes estragos causados pela seca. Láfer levou ao Presidente Getúlio Vargas motivos para que este tomasse alguma providência com aquela região, daí surgindo a Lei nº. 1649 de 19/07/52 que criou o Banco com o intuito de desenvolver a região, massacrada pela seca e pela escassez de recursos estáveis, dando assim um novo rosto à economia nordestina. A partir de então o Banco foi aprimorando-se no decorrer dos tempos, e a cada década modificando seu perfil, estrutural e operacional trazendo novos programas que pudessem engrandecer o Nordeste.
Em 18 de janeiro de 1954, com a presença de empresários, políticos, estudiosos e defensores da causa do desenvolvimento regional, realizou-se em Fortaleza –CE a Assembléia Geral Constituição do Banco do Nordeste. O que deu origem a primeira agência do Banco em Fortaleza. Nesse mesmo ano o ETENE ( Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste começou a organizar-se. O ETENE se mantém até os dias atuais como diferenciador do Banco ás demais instituições financeiras, pela geração de uma das mais consistentes e respeitadas bases de dados sobre economia e em outros aspectos da região nordestina.
Em 14/12/52 foi criado o GTDN (Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste). Este órgão foi transformado no Conselho de Desenvolvimento do Nordeste (CODENO), e teve um papel decisivo na criação da SUDENE.
Na década de 60 por volta do ano 1961, o Banco contraiu seu primeiro empréstimo, estrangeiro junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 10 milhões. Esses recursos possibilitaram o financiamento de atividades diversificadas no setor industrial, o que permitiu, dentre outros aspectos, a implementação de programas voltados para o reequipamento e modernização da indústria têxtil regional. Nesse mesmo período em um trabalho conjunto com a UFC o Banco elaborou o projeto de criação do Centro de Treinamento em Desenvolvimento Econômico Regional (CETREDE), com o propósito de qualificar mão de obra local para suprir a industrialização emergente.
O ano de 1963 foi o ano das mudanças infra-estruturais o Banco iniciou execução de amplo programa de financiamento de serviços básicos (água potável e esgotos) nas capitais do Nordeste, por meio de contrato firmado com o BID. Outros segmentos de infra-estrutura urbana, como energia elétrica, telecomunicações e transportes receberam atenção especial do Banco, notadamente na segunda metade da década de 60.
Passando se os anos, precisamente no ano de 1967 o BNB implantou mais um novo programa: o Programa de Assistência à Pequena e Média Indústria, contando com a participação da SUDENE e governos estaduais do Nordeste.
Em 1969 fora iniciada a execução do ambicioso projeto "Perspectivas do Desenvolvimento do Nordeste até 1980". O objetivo foi analisar as possibilidades de desenvolvimento da Região no período 1970/80.
A década de 70 destacou-se pela expansão da rede de agências, modernização das instalações e consolidação do sistema de planejamento.
Por volta de 1971 em caráter pioneiro na Região, o banco criou, o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECI), para apoio a projetos de pesquisas econômicas e agronômicas em busca de alternativas tecnológicas para o Nordeste, notadamente no setor agrícola e no semi-árido. Nesse mesmo ano, é criado o Sistema Regional de Promoção de Exportações e o incentivo ao turismo no Nordeste ganha a sua primeira campanha publicitária promovida pelo Banco.
O destaque de 1973 foi o Fundo de Desenvolvimento Urbano do Nordeste (FUNDURBANO), administrado pelo Banco do Nordeste e contando com recursos de diversas fontes, que possibilitou o apoio financeiro a obras de melhoria da infra-estrutura urbana nos grandes centros da Região, especialmente no sistema viário.
FINOR- Fundo de Investimento do Nordeste – criado em 1974, foi um capítulo especial na experiência do Banco do Nordeste como agente financeiro dos recursos federais para a Região. Com o objetivo de transformar o setor secundário em pólo dinamizador da economia regional e de atrair - investimentos e capacidade empresarial para o Nordeste, assim dando espaço para as empresas nordestinas.
No ano seguinte o Banco abriu nova frente de ação, com a criação do Departamento de Operações Internacionais, que constituiu o primeiro passo para a participação do Banco no mercado de câmbio, ampliando as possibilidades de captação de recursos externos.
Em 1976 Iniciaram-se os financiamentos no âmbito do POLONORDESTE (Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste) e em 1977 começam a ser operacionalizados o Programa Especial de Apoio ao Desenvolvimento da Região Semi-Árida do Nordeste (Projeto Sertanejo) e o Programa Nacional do Álcool (PROÁLCOOL).
Como forma de sustentação e fortalecimento de sua estrutura de recursos em 80 o ponto chave do Banco foi O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
Inaugurou-se em 1984, no Passaré, em Fortaleza, o Centro Administrativo Presidente Getúlio Vargas, que deu oportunidade de reunir órgãos do Banco que antes ficavam dispersos, agora podendo contar com ambiente adequado à realização de reuniões, seminários, cursos e outros eventos.
Três anos depois (1987) o Banco do Nordeste obteve a maior operação de "underwriting" em todo o País naquele ano, mediante subscrição de 112 milhões de ações, atestando assim a credibilidade do banco.
Em meados de 1988 o Banco adota postura mais agressiva no mercado: lança caderneta de poupança e conta remunerada, instala mesa própria de "open" e recebe autorização para emitir CDB (Certificado de Depósito Bancário).
No período dos anos 90, a partir de 1993, o Banco do Nordeste lançou oficialmente, em toda a Região, o Programa de Fomento à Geração de Emprego e Renda no Nordeste, inicialmente operando com recursos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e, a partir de 1994, também com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). O programa apóia pequenos produtores do campo e da periferia das grandes cidades, visando integrá-los ao processo produtivo.
Em 95, iniciou-se o maior processo de mudança já realizado no Banco do Nordeste, Adotou-se o modelo de gestão participativa, possibilitando que os funcionários se engajem na construção das mudanças na empresa, discutindo assuntos estratégicos que afetam sua atuação. Capacitação e modernização tecnológica recebem atenção especial: são oferecidas cerca de 6.500 oportunidades de treinamento, interno e externo; amplia-se a rede de comunicação de dados e são adquiridos microcomputadores de última geração, passando o Banco a contar, praticamente, com um micro por funcionário.
O Banco desenvolveu intensa articulação com os governos estaduais e classes empresariais da região, ampliando o nível de parceria e incorporando em suas ações as prioridades econômicas estaduais, através de convênios e protocolos firmados em todos os Estados.
Posteriormente,em 1996, o Banco do Nordeste introduziu na região do Estado Ceará, em caráter pioneiro, o Agente de Desenvolvimento, de modo a estender sua presença a todos os municípios do Nordeste. O agente atua diretamente junto às comunidades, mobilizando e orientando os agentes produtivos locais, contribuindo para sua organização em entidades associativas, de modo a viabilizar o aproveitamento das vocações e potencialidades econômicas locais.
Os recursos injetados pelo na economia regional, R$ 2,5 bilhões, possibilitaram a criação de 570 mil novas oportunidades de emprego.
Para a ampliação de empregos,em 1997, são lançados novos programas, como o CrediAmigo – Programa de Microcrédito do Banco do Nordeste, para atender microempreendedores com crédito rápido e fácil, e o FNE-Verde, de financiamento à conservação e controle do meio ambiente.
No ano de 98, em meio à crise de mercados e bolsas, e da desvalorização do Real, o Banco concentrou esforços na estruturação da economia regional sob enfoque do desenvolvimento local, abrindo canais de respiração para garantir a manutenção dos investimentos realizados e, sobretudo, dos empregos gerados.
Em 99 Foi lançado o Farol do Desenvolvimento, em todos os 1.873 municípios da área de atuação do Banco. Com esse instrumento, o Banco reforçou a ação desenvolvimentista local e avançou na questão da cidadania, uma vez que o programa estimula a comunidade a decidir – e fazer – os caminhos de seu próprio desenvolvimento. O Farol do Desenvolvimento é um espaço aberto para discussões com as lideranças sobre a realidade local, objetivando diagnosticar a situação atual e desenvolver ações a partir de uma visão compartilhada do município, com organização e foco de atuação voltado para as oportunidades concretas de desenvolvimento do município.
No novo milênio o Banco recebeu o Prêmio Hélio Beltrão pela experiência inovadora Racionalização e Modernização do Sistema Normativo do Banco. Neste ano aconteceram, também, importantes ações, das quais se destacam: o projeto Parcerias Empreendedoras, a implantação do sistema de Gerenciamento de Documentos, o lançamento do Programa Trainee, a participação no Programa Nacional de Desburocratização, a criação da Superintendência da Supervisão Regional, o lançamento dos treinamentos da Comunidade Virtual de Aprendizagem, e o lançamento do Prêmio Banco do Nordeste Empreendimento XXI. No âmbito dos programas de crédito, com componentes de capacitação, foram lançados o CrediArtesão, e o Jovem Empreendedor.
No ano seguinte o Banco ampliou parcerias e programas para atender às demandas regionais, em especial dos micros e pequenos empreendedores. Também ampliou as linhas de financiamento, criando os programas Nordeste Energia, de apoio à infra-estrutura de eficiência energética, e NordesteMel, de desenvolvimento da apicultura.
Como parte do programa de fortalecimento das instituições financeiras federais, o Banco obteve aporte de capital da ordem de R$ 2.556 milhões, adequando-se às novas regras prudenciais do sistema financeiro.
Em 2002 o Banco comemora seu 50 anos e sua comemorações tiveram como ponto alto o Fórum Banco do Nordeste de Desenvolvimento com o tema “Nordeste – Desafios e Oportunidades”. Ministros, governadores, empresários, técnicos, estudiosos de desenvolvimento regional e cerca de 11,5 mil participantes debateram, em videoconferência durante dois dias, aspectos relativos ao trabalho do Banco e sobre o desenvolvimento do Nordeste. Como ação estratégica, criou o projeto Promoção de Negócios e Investimentos, por meio do qual identifica oportunidades e faz intermediação entre investidores privados (nacionais e internacionais) e a economia nordestina.
No ano de 2003 com o lançamento nacional do programa Fome Zero, o Banco ajusta seus Programas Especiais (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF e CrediAmigo). Defende e promove as aplicações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE, inclusive para o segmento comercial. Como resultado, contratou financiamentos com recursos do FNE no valor total de R$ 1.019,1 milhões. E novos recursos para a Agricultura Familiar com do Plano Safra.
Realizou-se ainda um amplo debate para a construção e implementação do Planejamento Estratégico 2003-2007, com o objetivo de nortear as ações que serão desempenhadas pelas unidades Banco e de reafirmar seu papel institucional em na região.
Em 2004 foi o ano lançamento do programa Cresce Nordeste, que previa a aplicação de R$ 3 bilhões em apoio a empresários e empreendedores que queiram investir na Região. Os recursos, oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), destinam-se à implantação, ampliação ou modernização de investimentos produtivos, em todos os estados nordestinos, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, também integrados à área de atuação do BNB.
Como parte da estratégia para reativação de negócios na área comercial, o Banco relançou a marca “Conterrâneo”. Os produtos da carteira de crédito comercial representam o esforço da Empresa para um melhor atendimento ao cliente, gerando receitas e resultados num processo de reciclagem do crédito dentro da Região.
O ano de 2005 ficou marcado pelo o melhor desempenho anual, desde a criação do Fundo em 1989, em volume de contratação do FNE, com um total de R$ 4,2 bilhões em financiamentos.
Em 2006 foi consolidada a trajetória de crescimento das operações de empréstimos e financiamentos iniciada em 2003, com a contratação de operações globais que somaram R$ 7,3 bilhões, sendo de R$ 4,6 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Como conseqüência, o Banco inicia a estruturação de novos programas com fontes alternativas para o financiamento do desenvolvimento da Região, utilizando fontes como o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), o Fundo da Marinha Mercante (FMM) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O Banco mantém estreita sintonia de suas ações com as políticas públicas do Governo Federal, no apoio à agricultura familiar e microcrédito, por meio dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e de seu Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, CrediAmigo.
O Banco ampliou o apoio às pesquisas tecnológicas por meio de empréstimos não-reembolsáveis de fundos mantidos com essa finalidade. O Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECI) apoiou 121 projetos de pesquisas tecnológicas alocando R$ 6,1 milhões contemplando diversas áreas e cadeias produtivas importantes para o desenvolvimento da Região. O Fundo de Apoio às Atividades Socioeconômicas do Nordeste (FASE) e o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) têm priorizado o financiamento de projetos de pesquisa, estudos e eventos relacionados à temática da economia solidária. No ano de 2006, foram apoiados 58 projetos no total de R$ 2,5 milhões com recursos do FASE e 36 projetos no valor total de R$ 2,3 milhões com recursos do FDR.
Nesse ano o Banco comemora seus 55 anos e continua desenvolvendo novos trabalhos para o desenvolver do nordeste.
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